| Bem-vindo a Zombieland |
| Segunda, 14 Dezembro 2009 19:09 | ||||||
- A série B deu um pulinho ao mainstream.
Estávamos órfãos de uma boa comédia de zombies desde Shaun of the Dead (Quem é que estamos a tentar enganar? Shaun of the Dead é das melhores comédias da década). E felizmente há Zombieland, uma estreia em grande de Ruben Fleischer.
A premissa não poderia ser menos original. Um vírus transformou as pessoas em zombies e há uns poucos sobreviventes que tentam sobreviver nestes United States of Zombieland. É verdade, os E.U.A. são uma nação zombie – não queremos ofender ninguém – e o nosso herói é Columbus (Jesse Eisenberg), um miúdo que nunca lidou bem com o mundo e que agora é obrigado a viver nesta versão mais grotesca do mundo.
Para a tarefa que tem pela frente, ficamos a saber que há uma lista a ter em conta: fazer exercício (estes zombies velozes apanham rapidamente os mais lentos), usar cinto de segurança (nunca se sabe quando será necessário fazer uma travagem brusca) e ter especial atenção quando se utiliza uma casa de banho pública (sabe-se lá o que podemos encontrar lá dentro), entre outras.
Zombieland é a comédia abrutalhada que se desejava. Sem grandes ambições, sem qualquer pretensão ou preconceito, somos lançados numa viagem pela América recheada de encontros imediatos de terceiro grau (com zombies, bem entendido). Desde a primeira música, passando pela “Zombie kill of the weak”, até ao hilariante cameo de Bill Murray, quase tudo aqui é razão para rir. Ou não tivéssemos em Woody Harrelson o protótipo do cowboy moderno, numa busca incessante por um doce em particular (para ele, uma espécie de Santo Graal nesta terra de zombies).
George Romero, o mestre do cinema zombie, certamente não ficará ofendido. O que Zombieland não tem (nem pretende ter) em qualidade, compensa com uma falta de vergonha e uma total falta de seriedade que é de saudar. Não, não é um guilty-pleasure. É só hilariante.
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