| A Princesa e o Sapo |
| Quinta, 04 Fevereiro 2010 02:08 | ||||||
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Provocou discussões no momento em que se soube que ia existir. Afinal de contas, depois de tantas princesas a Disney lembrou-se de criar uma nova: Tiana, a primeira princesa negra da Disney.
Barack Obama acabara de ganhar as eleições e as primeiras críticas surgiram. Oportunismo, disseram. Felizmente, agora que o filme chega a Portugal (já como candidato ao Óscar de animação) essa discussão tornou-se irrelevante. O facto de ser negra é um simples pormenor. Seria bom que todas as discussões em termos de raças e credos fossem assim: pequenos pormenores que não passam disso mesmo.
E assim chegamos a esta simples rapariga de uma cidade que respira jazz e blues: Nova Orleães. E temos a história mais velha do mundo dos contos infantis. Uma princesa beija um sapo para quebrar uma maldição. Mas desta vez a coisa acontece ao contrário do que se previra. E quando damos por ela já temos dois batráquios a tentar quebrar a maldição.
Brinca-se com um dos cânones mais antigos das histórias infantis e junta-se uma boa dose de divertidas personagens secundárias – o jacaré que toca trompete é particularmente encantador.
E em tudo isto há Nova Orleães, a cidade da música com raízes negras, do vudu e do louco Mardi Gras. O filme respeita a fórmula: a aventura é previsível, a mensagem sobre valores está lá e tudo se encaminha para o previsível final feliz. Mas há ritmo, desenhos que nada ficam a dever às tecnologias de hoje em dia, muita música, algumas brincadeiras com estereótipos e o mundo de sonho que há décadas povoa o, chamemos-lhe assim, "Cinema-Disney".
Vale a pena para os mais novos de hoje em dia, que têm tido poucas oportunidades de ver desenhos, à mão, no grande ecrã. E é perfeito para as gerações mais velhas, que, desde A Branca de Neve até à A Pequena Sereia (que é dos mesmos realizadores deste A Princesa e o Sapo), há muito que conhecem este imaginário.
Personagens interessantes e um argumento astuto fazem mais por um filme do que um par de óculos para uma extra dimensão. É essa a lição d’A Princesa e o Sapo. E vale a pena recordá-la.
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Mas é so para dizer que a Disney já tinha dito, escolhido e anunciado que neste filme a princesa ia ser negra há muito tempo, mesmo antes de Barack Obama ter se candidatado e ganho as eleiçoes, por isso nao tem nada a ver uma coisa com outra. Mas gostei que dissessem que isto apenas é um pequeno promenor, o que é...






