An Education – Uma Outra Educação
Quinta, 18 Fevereiro 2010 19:29
an_education1

Do agradável ao bom… sem nunca nos deslumbrar.

 

 

O ano em que os Óscares voltam a ter 10 nomeados, não será heresia dizer que este Uma Outra Educação foi um dos felizes contemplados com as vagas extra.

 

Uma Outra Educação traz-nos uma rapariga dos seus 16 anos (à espera dos 17) no início dos anos 60, em Inglaterra. Uma excelente aluna, de classe média, numa sociedade conservadora em que o papel da mulher é ainda limitado. Ela tem de resolver o seu futuro e o estudo pode lançá-la para a faculdade – ou então pode-se casar e ter quem “cuide” dela.

 

Apesar de tudo, esta adolescente sonha com um futuro de glamour – e fascina-se com facilidade. Abusa do francês com uma petulância natural para a idade. Pensa na Arte, nos luxos e numa imagem romantizada de Paris. E um dia surge um homem na sua vida, já nos seus 30 anos, que lhe permite viver essa vida de sonho.

 

Esta é uma história de amor com contornos curiosos. Uma história que se vai construindo com consistência mas que perde alguma força por não ser capaz de sair, verdadeiramente, da sua zona de conforto.

 

O trabalho é competente: o argumento de Nick Hornby (Alta-Fidelidade, About a Boy), baseado nas memórias de Lynn Barber tem subtileza e inteligência, a realização de Lone Scherfig é discreta na forma como dá espaço aos seus actores e estes são a força maior do filme – um primeiro e pequeno destaque: os poucos momentos (três?) de Emma Thompson são excelentes.

 

A competência está lá. Tal como a cadência da história. O que falta? Talvez alguma pujança. Alfred Molina, como pai da adolescente, e Peter Saarsgard, no papel de namorado de mais velho, podem ser o nosso segundo e já maior destaque em relação às interpretações. Trazem carinho e sentido de humor (no caso do primeiro) e sedução e ambiguidade (no caso do segundo).

 

O assunto que aborda pode ser considerado perigoso e talvez por isso se justifique a opção cuidada da história. Mas mais do que a lição simplista que podemos retirar daqui, importa o nosso último e principal destaque: Carey Mulligan. Esta jovem britânica que não tem uma carreira curta para a idade (22 anos), mas prova aqui, para lá de qualquer dúvida, que é capaz de se manter num patamar elevado. E a sua nomeação ao Óscar é mais do que merecida.

 

 

_____________________

 

Links úteis:

Ficha de Filme

Galeria de Fotos

Trailer

 

 
Versão para impressão Enviar por E-mail
 

Adicione o seu comentário

O seu nome:
Comentário:
 
Publicidade
Pesquisar Cinemas
Pesquisar Eventos
 
Crazy Heart Passatempo Crazy Heart.
 
shrek_passatempo Passatempo Miúdos e Graúdos.

Predadores